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Discografia além dos fonogramas: as informações contidas nas imagens dos discos de 78rpm
Última alteração: 2025-05-25
Resumo
A tecnologia de digitalização do som tem permitido a ampla disponibilização de fonogramas gravados em discos de 78 rpm, o que vem descortinando para as novas gerações todo um universo musical que existiu nas primeiras décadas do século XX. É crescente o número de iniciativas de digitalização de acervos fonográficos, desde projetos internacionais de grande abrangência até uma variedade de propostas institucionais e particulares de menor monta. No Brasil, o Instituto Moreira Salles, através do projeto Discografia Brasileira, disponibiliza online grande parte dos fonogramas da música brasileira gravados em discos de 78 rpm entre 1902 e 1964. No entanto, o procedimento observado em geral é o de disponibilizar os fonogramas, porém manter os discos inacessíveis. Se por um lado o fonograma parece ser tomado como um documento sonoro e como uma importante fonte de pesquisa, por outro lado, o disco em si parece ser tido como um mero suporte, e não como uma fonte importante de informações. Nesta comunicação será demostrado como o exame cuidadoso de selos dos discos de 78 rpm, assim como de marcas deixadas na cera durante o processo de fabricação, pode revelar muitas informações importantes para a contextualização dos fonogramas, como local e datas de gravação e lançamento, técnico de som responsável pela gravação. O projeto está focado na fase inicial da indústria fonográfica brasileira, entre 1902 e 1927, época em que as gravações eram feitas por microfones acústicos, quando nove gravadoras atuaram no Brasil e cerca de 10 mil fonogramas foram produzidos. O projeto está sendo desenvolvido com base especialmente na coleção do Instituto Moreira Salles. Serão enfatizados os discos produzidos pela Casa Faulhaber, Casa A Electrica, Fábrica Popular e Brasilphone, além dos selos da empresa alemã Beka no Brasil.
Palavras-chave
Fonografia; discografia; disco 78 rpm